Acordou e contrariamente aos outros dias, levantou-se da cama e saiu de casa só numa de apanhar ar. As pessoas todas lá fora, o calor já se fazia sentir, passo atrás de passo sem destino definido. Uma pessoa conhecida, uma noticia da qual anda a tentar fugir há meses. Desta é mesmo a sério. Vamos ficar de ferias prolongadas. O mundo não ruiu, já era esperado. Só falta saber o dia e a hora certos em que vai acontecer, mesmo a sério. Continuou o dia como se nada fosse, como se não tivesse ouvido aquelas palavras, já é habitual adiar, 2ª feira depois logo se vê. Final da tarde, o que seria uma conversa em forma de monólogo só a ouvir, alterou-se e inverteram-se os papéis. Afinal não queria ouvir, precisava era de falar. E precisava de tantas outras coisas que agora parecem tão longe e que lhe fazem tanta falta. Percebeu isso por uma razão, continua a viver no passado, como se o relógio tivesse parado no antigamente. Os ponteiros deixaram de girar, por mais devagar que fosse. A noção do tempo deixou de existir. A noite chegou e se o dia começou mal, conseguiu acabar quase da mesmo maneira. Deitou-se na cama, a mesma de onde não se queria levantar de manhã. Não chorou. Pensou no rímel que por preguiça ainda continuava a carregar mais o olhar negro e sombrio. Não tinha o que queria mas também não queria nada do que tinha. 1 de outubro de 2011
Na 3ª pessoa até parece menos real
Acordou e contrariamente aos outros dias, levantou-se da cama e saiu de casa só numa de apanhar ar. As pessoas todas lá fora, o calor já se fazia sentir, passo atrás de passo sem destino definido. Uma pessoa conhecida, uma noticia da qual anda a tentar fugir há meses. Desta é mesmo a sério. Vamos ficar de ferias prolongadas. O mundo não ruiu, já era esperado. Só falta saber o dia e a hora certos em que vai acontecer, mesmo a sério. Continuou o dia como se nada fosse, como se não tivesse ouvido aquelas palavras, já é habitual adiar, 2ª feira depois logo se vê. Final da tarde, o que seria uma conversa em forma de monólogo só a ouvir, alterou-se e inverteram-se os papéis. Afinal não queria ouvir, precisava era de falar. E precisava de tantas outras coisas que agora parecem tão longe e que lhe fazem tanta falta. Percebeu isso por uma razão, continua a viver no passado, como se o relógio tivesse parado no antigamente. Os ponteiros deixaram de girar, por mais devagar que fosse. A noção do tempo deixou de existir. A noite chegou e se o dia começou mal, conseguiu acabar quase da mesmo maneira. Deitou-se na cama, a mesma de onde não se queria levantar de manhã. Não chorou. Pensou no rímel que por preguiça ainda continuava a carregar mais o olhar negro e sombrio. Não tinha o que queria mas também não queria nada do que tinha.
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:S
ResponderEliminarespero que essas 'férias prolongadas' não durem muito tempo ... **
Mau... andas tão tristonha...
ResponderEliminarTento não viver. Não quero mais, juro, não quero mesmo...e faço por isso! Mas há simplesmente dias que são piores que outros (a quantidade de vezes por dia que passam Adele no radio é obscena!). Há memorias que não se cansam de aparecer...e há outras que já não me lembrava há tanto tempo e de repente aparecem. Não quero mais o passado, é inutil...mas de alguma maneira "não tenho o que quero, mas também não quero nada do que tenho"...
ResponderEliminarEnfim...desabafos. Sorry*